Globália
Autor: Jea-Christophe Rufin
Género Literário:
Editora: ASA
Nº de Edição:1
Ano de Publicação: 2006
Condições e caraterísticas:
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Com ecos do 1984, de George Orwell, d’O Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou de Farenheit 451, de Ray Bradbury, esta é uma obra visionária sobre o nosso futuro de cidadãos livres. Bem-vindos ao futuro. Aqui todos são cidadãos do mesmo estado: Globália. Sob o lema “Liberdade, Segurança e Prosperidade”, com a união política há tanto desejada, os humanos aproximam-se cada vez mais da perfeição, assegurada pelos sucessivos implantes de órgãos, os avanços da cirurgia estética e a descoberta da cura para várias doenças. As empresas vão de vento em popa devido ao consumismo em que a sociedade assenta, não existe pobreza pois o Estado Providência é uma garantia, e os conflitos étnicos e históricos desapareceram graças à abolição da História. Todos falam o mesmo idioma – o anglobal. Existe apenas um receio transversal a esta sociedade: o medo do terrorismo, que, por seu lado, consegue ter o efeito positivo de manter a população coesa. Também permite ao governo usufruir de poderes ilimitados. Todas as pessoas são livres, desde que as suas liberdades individuais não interfiram com a guerra ao terrorismo. Os terroristas provêm dos limites protegidos de Globália, os perigosos territórios designados como não-zonas, onde predomina a pobreza e a violência, e onde as autoridades de Globália empreendem regularmente bombardeamentos cirúrgicos em nome da segurança nacional. Após cada ataque cuidadosamente planeado, mandam pacotes humanitários para as populações vizinhas. Baikal, o jovem protagonista do romance, recusa obedecer à ordem imposta. Ele não só quer ver como é o mundo “exterior” como duvida da existência dos terroristas. Graças às suas opiniões, Baikal e Kate, a sua namorada, foram já marcados pelas autoridades, que conseguem manipular o crédulo Baikal, transformando-o no inimigo de que Globália tanto necessita.
Por Jea-Christophe Rufin