Vila Verde: uma etnografia no presente

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Vila Verde: uma etnografia no presente
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Vila Verde: uma etnografia no presente

Clara Saraiva, Emmanuel Salesse, Jean-Yves Durand

Autor: Clara Saraiva, Emmanuel Salesse, Jean-Yves Durand

Editora: Câmara Municipal de Vila Verde

Nº de Edição:1

Ano de Publicação: 2004

Condições e caraterísticas:

Clara Saraiva, Emmanuel Salesse, Jean-Yves Durand

Género literário: Histórico

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Clara Saraiva, Emmanuel Salesse, Jean-Yves Durand

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Clara Saraiva, Emmanuel Salesse, Jean-Yves Durand

“Antes de abordar a obra Vila Verde: uma etnografia no presente, pareceme importante deixar uma breve nota sobre o projecto que esteve na sua origem. Faço-o por duas razões undamentais. Em primeiro lugar porque ele ilustra a possibilidade de interacção proveitosa entre a universidade e a comunidade em que se insere. Na origem deste livro esteve o desejo dos responsáveis autárquicos de Vila Verde de ver elaborado “um livro sobre a etnografia do concelho” (p.7), nascendo dessa vontade um projecto de colaboração que não se esgota na obra que aqui se apresenta. O segundo aspecto que me parece importante relevar, prende-se com a exemplaridade da relação entre as duas partes envolvidas. É que, apesar deste trabalho ter nascido da solicitação de uma autarquia interessada em projectar de si própria uma determinada imagem, a verdade é que não há nele qualquer cedência ao facilitismo. Fazendo justiça ao título, esta “etnografia no presente” não se remete aos terrenos sombrios da evocação das supostas sobrevivências de práticas arcaicas, nem à procura de eventuais e discutíveis singularidades concelhias, antes questiona o próprio sentido do conceito de património, recusando ideias feitas e mais ou menos consensualizadas, privilegiando mais a dinâmica que a imobilidade, mais o sentido do vivido que a mera conservação. É fácil imaginar que o resultado desta postura esteja significativamente distante do que estava na ideia inicial dos edis, pois não temos aqui o que é habitual nas etnografias locais de inspiração autárquica: um desfile de trajes e costumes, lendas e superstições, a enunciação de monumentos mais ou menos célebres, ou mesmo, em jeito de remate, uma ou outra “curiosidade” histórica ou etnográfica, que sempre dão cor e leveza ao trabalho final. A recusa desta via, certamente mais consensual, mostra ser possível conciliar o rigor académico com a produção de trabalhos de iniciativa autárquica, sendo justo, em relação a este aspecto, dar aqui nota da abertura da edilidade ao rumo escolhido pelos autores”.

Clara Saraiva, Emmanuel Salesse, Jean-Yves Durand

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